- A Médicos Sem Fronteiras suspendeu atividades não críticas no Hospital Nasser, em Khan Younis, sul de Gaza, por relatos de homens armados no local e pela suspeita de movimentação de armas.
- A suspensão foi anunciada para vigorar desde vinte de janeiro, citando riscos à neutralidade, à gestão da estrutura e a violações de segurança.
- Mesmo com a suspensão, a MSF afirmou manter apoio a serviços críticos, incluindo internação e cirurgias para pacientes que precisam de tratamento urgente.
- A organização ressaltou que hospitais devem ser espaços neutros e civis, livres de presença militar para garantir atendimento médico seguro e imparcial.
- O Ministério do Interior, porém controlado pelo Hamas, disse que não toleraria presença armada em hospitais e que tomaría medidas legais contra violadores.
MSF informou que suspendeu atividades médicas não essenciais no Nasser Hospital, em Khan Younis, no sul de Gaza. A medida ocorreu após relatos de pacientes e da própria organização sobre a presença de homens armados no complexo e suspeitas de movimentação de armas dentro do hospital. A suspensão foi anunciada em 20 de janeiro, por concerns com neutralidade e segurança.
A organização humanitária disse ter visto homens armados, alguns encapuzados, em áreas do complexo hospitalar onde não atua. Segundo MSF, tais ocorrências representam riscos sérios para pacientes e profissionais de saúde e motivaram a interrupção de serviços não críticos.
O Ministério do Interior, controlado pelo Hamas, afirmou que não toleraria presença armada em hospitais e que tomaria medidas legais contra infratores. A declaração não identificou indivíduos ou famílias específicas envolvidas.
Suspensão e alcance das medidas
MSF informou que continuará a apoiar alguns serviços críticos no Nasser Hospital, como internação e cirurgias para casos que requerem tratamento de salvamento. A decisão de reduzir atividades não essenciais visa manter a neutralidade e a proteção de pacientes e equipes.
A organização destacou que, desde a trégua alcançada em outubro, tem registrado atos considerados inaceitáveis, incluindo presença de homens armados, intimidação e detenções de pacientes, além de suspeitas sobre movimentação de armas. Informações foram publicadas em seção de perguntas frequentes no site da MSF.
Segundo dados da Health Ministry de Gaza, mais de 590 palestinos teriam sido mortos por ações das forças israelenses desde o início da trégua, com quatro militares israelenses mortos por ataques de grupos palestinos no mesmo período. MSF descreveu que os homens armados foram vistos em áreas fora das atividades da organização no hospital.
Contexto e implicações
A MSF reiterou que hospitais devem permanecer espaços neutros e civis, livres de presença militar, para garantir atendimento médico seguro e imparcial. O grupo comunicou ter sinalizado a autoridades competentes a necessidade de normalização da situação, sem especificar quais órgãos receberam as denúncias.
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