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Bolsonaro volta a usar tornozeleira por 90 dias; DF monitora 1,7 mil dispositivos

Bolsonaro volta a usar tornozeleira eletrônica por 90 dias, com monitoramento restrito ao Solar de Brasília; DF monitora 1.735 dispositivos

Bolsonaro terá de usar tornozeleira em prisão domiciliar; veja regras
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  • O ministro Alexandre de Moraes autorizou a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro por noventa dias, determinando que ele volte a usar a tornozeleira eletrônica.
  • Atualmente, o Distrito Federal monitora cento e setenta e cinco3? Deve manter como 1.735 pessoas com tornozeleiras ativas.
  • A tornozeleira terá área de inclusão delimitada ao endereço onde o sentenciado deve cumprir a medida, no condomínio Solar de Brasília.
  • A decisão cabe ao juiz estabelecer regras de uso; no DF, as informações são monitoradas pelo Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (Cime).
  • Bolsonaro já utilizava o equipamento desde de de julho de dois mil e vinte e cinco; em novembro houve troca do dispositivo após tentativa de dano com ferro quente.

Jair Bolsonaro voltará a usar a tornozeleira eletrônica por 90 dias, sob prisão domiciliar determinada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. A decisão estabelece que o ex-presidente cumpra a medida no endereço do condomínio Solar de Brasília, com o monitoramento restrito ao local. O objetivo da supervisão é acompanhar o cumprimento das determinações judiciais.

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF) informou que o DF hoje monitora 1.735 pessoas com tornozeleiras eletrônicas. Em julho de 2025, quando o dispositivo passou a ser utilizado pelo ex-presidente pela primeira vez, o número de monitorados era de 1.514, representando um crescimento de 14,6% em menos de um ano.

🔎 Tornozeleira eletrônica: o equipamento registra localização por GPS e transmite dados a uma central em tempo real. A Seape ressaltou que o juiz é quem define as regras de uso e as diretrizes aplicáveis a cada monitorado. O aparelho pesa cerca de 128 gramas e funciona com bateria recarregável, com monitoramento 24 horas.

O histórico de Bolsonaro com o dispositivo inclui a primeira instalação em julho de 2025, por ordem do ministro Moraes. Em novembro, a tornozeleira precisou ser substituída após uma violação do equipamento, com investigadores apontando tentativa de danificar a carcaça com solda. O ex-presidente afirmou ter usado ferro quente para danificar o dispositivo, após alegações de que teria batido na tornozeleira na escada.

Funcionamento e protocolo

A tornozeleira opera com sensores e comunicação via celular, mantendo o monitoramento ativo mesmo em áreas sem sinal. A recarga da bateria é responsabilidade do monitorado, e deixar o equipamento sem energia pode configurar infração. Em caso de tentativa de burlar o monitoramento, um alarme é acionado.

O Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (Cime), na Asa Norte, coordena a instalação, a retirada e o monitoramento no DF. Segundo a Seape, o juiz competente recebe as informações de descumprimento para as devidas decisões.

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