- A embaixada de Pequim em Hong Kong convocou os chefes das missões do Reino Unido, Estados Unidos, Austrália e União Europeia para protestar contra comentários críticos à sentença de Jimmy Lai.
- O escritório afirmou expressar “grande insatisfação e firme oposição” e pediu respeito à soberania da China e ao Estado de direito em Hong Kong.
- Também pediu que os governos encerrem comentários considerados irresponsáveis sobre casos de segurança nacional e não interfiram nos assuntos internos de Hong Kong e da China.
- Neste mês, Lai foi condenado a 20 anos de prisão em um caso de suposta cooperação estrangeira ligado à segurança nacional em Hong Kong.
O Ministério das Relações Exteriores da China, por meio de sua representação em Hong Kong, convocou neste sábado os chefes das missões do Reino Unido, dos Estados Unidos, da Austrália e da União Europeia. A reunião ocorreu após comentários públicos de autoridades estrangeiras sobre a condenação de Jimmy Lai.
Segundo a ação diplomática, o escritório expressou forte insatisfação e oposição e pediu que os governos respeitem a soberania chinesa e o estado de direito em Hong Kong. Também foi solicitado o fim de críticas consideradas irresponsáveis a casos de segurança nacional e o fim de interferência nos assuntos internos.
A convocação ocorre após Lai receber, no início deste mês, uma sentença de 20 anos de prisão em um caso envolvendo cooperação estrangeira, julgado sob a lei de segurança nacional de Hong Kong. Lai é conhecido como crítico da China e ex-poderoso da mídia, cuja condenação é vista por Pequim como parte de um processo de segurança nacional.
Contexto do caso
O veredito envolvendo Jimmy Lai foi anunciado no começo de fevereiro, marcando o desfecho de uma disputa legal prolongada. Autoridades chinesas destacaram que a decisão está alinhada aos mecanismos legais de Hong Kong e à proteção da segurança nacional.
Contexto diplomático e consequências
A convocação de diplomatas estrangeiros sinaliza tensão entre Beijing e governos ocidentais. Representantes de países do eixo ocidental acusam o episódio de interferência, enquanto Pequim sustenta a necessidade de manter a integridade do sistema jurídico local.
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