- A Polícia Federal apreendeu três celulares na casa de Rui Bulhões, chefe de gabinete do presidente afastado da Alerj, Rodrigo Bacellar.
- A ação ocorreu na segunda etapa da Operação Unha e Carne, nesta terça-feira (16).
- A PF prendeu o desembargador Macário Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da Segunda Região, por indícios de ter ajudado a vazar informações da operação.
- Bacellar já havia sido preso em dezembro, teve a prisão revogada pelo STF e substituída por medidas cautelares, incluindo tornozeleira eletrônica.
- A defesa de Macário contesta a decisão, alegando falta de cópia da decisão e pedindo a imediata soltura.
Oito celulares e alvos-chave: a Polícia Federal deflagrou a segunda etapa da operação Unha e Carne contra o poder político do Rio de Janeiro. Na ação desta terça-feira (16), três celulares foram apreendidos na residência de Rui Bulhões, chefe de gabinete do presidente afastado da Alerj, Rodrigo Bacellar.
Bacellar, deputado do União Brasil, já havia sido preso no fim de 2023 durante a primeira fase da operação. Em dezembro, a prisão foi substituída por medidas cautelares após decisão do STF, e o parlamentar se licenciou do cargo na Alerj em 10 de dezembro.
A PF também prendeu o desembargador Macário Júdice Neto, do TRF-2, investigado por indícios de cooperação para vazar informações da operação. A prisão de Macário ocorreu na etapa anterior da operação, conforme apuração inicial.
Contexto da operação e desdobramentos
A apreensão dos celulares de Bulhões aumenta a tensão política, pois o material pode indicar participação de assessores próximos na circulação de informações sigilosas. A Polícia Federal investiga ainda a possível cooperação de Macário Júdice Neto para repassar dados do caso.
Bacellar já havia sido alvo de buscas e de apreensão de R$ 90 mil em veículo durante a operação. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou medidas cautelares que incluíram o uso de tornozeleira eletrônica, determinada em dezembro, quando houve a revogação da prisão.
A defesa de Macário Júdice Neto afirma que houve erro no trânsito da ordem de prisão e que não foi disponibilizada cópia da decisão, o que pode ter impactado a ampla defesa. Os advogados prometem apresentar esclarecimentos nos autos e requerer a soltura do desembargador.
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