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Trump classifica fentanil como arma de destruição em massa

Trump classifica o fentanil como arma de destruição em massa e anuncia ataques terrestres a cartéis no Caribe e ao sul da fronteira, com cerca de 90 mortos

Donald Trump. Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP
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  • O presidente Donald Trump assinou um decreto que classifica o fentanil como arma de destruição em massa, citando que entre duzentas mil e trezentas mil pessoas morrem por ano, segundo ele.

  • Trump anunciou que serão iniciados ataques terrestres contra cartéis no Caribe e em países ao sul da fronteira, como parte da estratégia de combate às drogas.

  • Desde setembro, foram registrados cerca de oitenta e sete a noventa mortos em ataques realizados por autoridades americanas contra embarcações de narcotráfico no Caribe e no Pacífico.

  • Especialistas apontam que o fentanil é produzido em grande parte no México, com precursores químicos vindos da China, e que a classificação como arma de destruição em massa pode impactar ações militares.

O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira um decreto que classifica o fentanil como arma de destruição em massa. A medida foi anunciada durante evento no Salão Oval, após Trump afirmar que o dano causado por esse opioide supera o de bombas convencionais. Segundo ele, dezenas de milhares de mortes poderiam ser evitadas com ações mais rensiveiras.

A assinatura ocorreu logo após uma cerimônia de entrega de medalhas a militares que atuam na vigilância da fronteira com o México. Citando juristas, assessores do Departamento de Justiça e do Pentágono, autoridades dizem que a decisão abre caminho para ataques militares no Caribe contra embarcações associadas ao narcotráfico. O governo já vinha realizando ataques com mísseis desde setembro.

Dados oficiais indicam que, no ano anterior, cerca de 48 mil mortes foram ligadas ao uso de fentanil nos Estados Unidos, parte de um total de quase 80 mil óbitos por overdoses. Especialistas destacam que o fentanil é em grande parte produzido no México, com ajuda de precursores da China.

Em paralelo, grupos de oposição e alguns membros do Congresso pleiteiam mais transparência sobre os impactos dessa estratégia no Caribe. Analistas jurídicos alertam para a possibilidade de enquadramento como crimes de guerra em ações que atinjam embarcações de narcotráfico.

Contexto histórico e objetivo da política antidrogas

Trump já havia classificado cartéis como organizações terroristas no início de sua gestão, defendendo ações militares como parte da estratégia antidroga. A nova classificação do fentanil reforça o endurecimento defendido pelo governo, com promessas de operações adicionais.

Desdobramentos legais e geográficos

Especialistas apontam que a medida pode ampliar o poder de resposta contra narcotráfico no Caribe e em países ao sul da fronteira. Até o momento, desde setembro, cerca de 87 a 90 mortos foram registrados em ataques a lanchas ligadas ao narcotráfico, indicam autoridades.

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