Integrantes do coletivo feminista #NousToutes protestaram em Paris contra o lançamento do livro “La Soif de honte”, de Nicolas Bedos, que foi condenado por agressões sexuais. Durante a manhã, cerca de dez ativistas jogaram tinta violeta na fachada da editora Éditions de l’Observatoire e colaram cartazes com mensagens de repúdio. Elas afirmaram que a publicação do livro desrespeita as vítimas e normaliza a reabilitação de agressores. As ativistas criticaram o conteúdo da obra, dizendo que ele ataca as vítimas e ignora os avanços do movimento #MeToo.
Na manhã de sexta-feira, integrantes do coletivo feminista #NousToutes protestaram em Paris contra a publicação do livro La Soif de honte, de Nicolas Bedos, condenado por agressões sexuais. O ato ocorreu em frente à sede da editora Éditions de l’Observatoire, onde cerca de dez ativistas lançaram tinta violeta na fachada.
As ativistas colaram cartazes com mensagens como “Humensis, éditeur d’agresseurs” e “Bedos ta gueule!”. A manifestação foi pacífica e não houve intervenção policial. Bedos foi condenado em outubro de 2024 a um ano de prisão, com seis meses em regime semiaberto, por agredir duas mulheres em 2023. Em janeiro de 2025, ele renunciou ao direito de apelação.
Críticas à Publicação
O livro, lançado em 7 de maio, é visto por militantes como uma tentativa de reabilitação pública do autor. Clo, representante do coletivo, afirmou: “Ao publicar esse livro, a editora não apenas insulta as vítimas, mas também normaliza a reabilitação pública de agressores.” Ela destacou o histórico da editora Humensis em dar espaço a autores de extrema-direita e acusados de violência sexual.
Gwen, também integrante do coletivo, criticou o conteúdo da obra, que, segundo ela, “reforça ataques às vítimas e despreza os avanços do movimento #MeToo.” Ela acrescentou que o livro não reflete sobre os atos de Bedos, mas tenta deslegitimar os relatos das vítimas e sabotar a luta feminista.
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