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Justiça nega pedido de empresário para barrar uso do apelido ‘Careca do INSS’

Justiça nega pedido de Antonio Carlos Camilo Antunes para barrar uso do apelido 'Careca do INSS' em reportagens sobre fraudes.

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A Justiça do Distrito Federal rejeitou a queixa-crime de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, que tentava impedir o uso de seu apelido em reportagens. Ele alegou que o apelido era pejorativo e ofensivo, mas o juiz José Ronaldo Rossato afirmou que o uso do nome não configura crime e que as matérias têm interesse público. Antunes é investigado pela Polícia Federal por fraudes em aposentadorias e pensões, movimentando bilhões de reais de forma irregular. O juiz destacou que as reportagens foram feitas no exercício da liberdade de imprensa e não tinham a intenção de ofender o empresário. A defesa de Antunes nega as acusações e afirma que ele será considerado inocente ao longo do processo.

A Justiça do Distrito Federal rejeitou a queixa-crime de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, contra jornalistas que utilizaram seu apelido em reportagens. Antunes, investigado pela Polícia Federal por fraudes em aposentadorias e pensões, alegou ter sido vítima de calúnia, injúria e difamação.

O empresário moveu a ação contra dois jornalistas do portal Fatos Online, que mencionaram sua suposta aquisição de uma mansão em Trancoso, na Bahia. O juiz José Ronaldo Rossato considerou que o uso do apelido não configura crime, destacando que as reportagens têm interesse público e estão protegidas pela liberdade de imprensa.

Na decisão, o magistrado afirmou que as expressões utilizadas, incluindo a alcunha “Careca do INSS”, não possuem carga ofensiva suficiente para caracterizar crime. O juiz ressaltou que as matérias abordam fatos de interesse geral e não demonstram intenção de ofender a honra do empresário.

Antunes é apontado como operador de um esquema de fraudes que pode ter movimentado R$ 6 bilhões, afetando cerca de quatro milhões de beneficiários da Previdência. A Polícia Federal investiga seu papel como intermediador entre associações e servidores do INSS, que aplicavam descontos indevidos em folhas de pagamento. A defesa do empresário nega as acusações e afirma que a inocência de Antunes será comprovada ao longo do processo.

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