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Júri popular analisa casos de Ronnie Lessa e Cristiano Girão por duplo homicídio

Ronnie Lessa e Cristiano Girão estão sendo julgados por um duplo homicídio em 2014, envolvendo a execução do ex-policial André Henrique e sua esposa. O caso, que reflete a luta contra milícias na Zona Oeste do Rio, pode impactar a segurança pública na região.

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Ronnie Lessa e Cristiano Girão estão sendo julgados por um duplo homicídio que aconteceu em 2014 no Rio de Janeiro. O crime envolveu a execução do ex-policial André Henrique da Silva Souza e sua esposa, Juliana Sales Oliveira, que foram atacados com mais de 30 tiros enquanto estavam em um carro. Lessa é acusado de ter sido contratado por Girão para cometer o crime, que está ligado a uma disputa entre eles. Durante o julgamento, o Ministério Público pediu a condenação de Girão como mandante, apesar da defesa de Lessa que o isentou de culpa. Ambos os réus participaram do julgamento por videoconferência, pois estão presos. O caso é importante para as investigações sobre milícias na região e pode afetar a luta contra o crime organizado.

O ex-policial militar Ronnie Lessa e o ex-vereador Cristiano Girão estão sendo julgados desde esta quarta-feira, 22 de novembro de 2023, por um duplo homicídio ocorrido em 2014 na Gardênia Azul, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O julgamento, conduzido pela juíza Tula Correa de Mello no 3º Tribunal do Júri, investiga a execução do ex-policial André Henrique da Silva Souza, conhecido como Zóio, e sua esposa, Juliana Sales Oliveira. Lessa é acusado de ter sido contratado por Girão para realizar o crime.

As vítimas foram emboscadas enquanto estavam em um carro em movimento, sendo alvos de mais de 30 disparos de fuzis. O crime, que ocorreu em 14 de junho de 2014, está relacionado a uma disputa territorial entre Girão e Zóio, ambos envolvidos com milícias na região. Na época do homicídio, Girão estava preso em um presídio federal, mas as investigações apontam que ele teria orquestrado a execução.

Detalhes do Julgamento

O Ministério Público do Rio de Janeiro pediu a condenação de Girão como mandante do crime, desafiando a delação de Lessa, que o isentou de participação. O promotor Eduardo Martins questionou a credibilidade da delação, afirmando que não apresenta evidências que sustentem a defesa de Girão. Durante o julgamento, a juíza destacou a brutalidade do ataque e a falta de defesa das vítimas.

Ambos os réus, que já enfrentam outras acusações, participaram do julgamento por videoconferência. Lessa cumpre pena na Penitenciária de Tremembé, em São Paulo, enquanto Girão está no Complexo de Gericinó, no Rio de Janeiro. A condenação de Lessa e Girão pode ser um desdobramento significativo nas investigações sobre milícias na Zona Oeste e suas ligações com o assassinato da vereadora Marielle Franco.

As investigações revelaram a complexa rede de milícias na Gardênia Azul, onde Girão é suspeito de liderar atividades criminosas. A decisão do tribunal deve impactar a segurança pública e a luta contra a criminalidade organizada na região, refletindo a necessidade de um combate mais efetivo às organizações criminosas que desafiam o Estado.

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