- Em 2025, Google conseguiu evitar o desmembramento do navegador Chrome e obteve remédios considerados pouco agressivos, além de fechar acordo com a Epic para reduzir taxas da Play Store e criar “Registered App Stores”; mantém a possibilidade de um OS para PC com Android em 2026, enquanto as apelações sobre outros temas seguem em andamento.
- Os remédios propostos pelo tribunal foram considerados pouco eficazes, com a exigência de vender parte dos dados de busca a rivais a custo marginal, e a empresa ainda poderá manter pagamentos para parceiros que garantem espaço de destaque.
- O Departamento de Justiça sinaliza resistência a soluções apenas comportamentais e continua tentando dividir o Google em outros casos, como a possível separação da Ad Exchange e da Ad Manager, mas há indicativos de que settles podem prevalecer.
- Além da disputa com a Epic, a Justiça segue avaliando mudanças no Android; caso seja aprovado, a loja de apps poderá ter métodos de pagamento alternativos e novas lojas registradas, mudando o funcionamento da plataforma.
- Em termos financeiros, o ano trouxe recordes: receita acima de cem bilhões de dólares em um trimestre, com forte atuação da Google Cloud e avanço do hardware para AI, sustentando o lucro e as perspectivas de crescimento.
Google conseguiu evitar, em 2025, o desmembramento do Chrome e as medidas de remedy ficaram menos exigentes, conforme o desfecho de ações antitruste que já acompanhava. A decisão ocorre em meio a disputas com o DOJ e a Epic, e com foco em receita de anúncios, AI e hardware.
A atuação em diversas frentes permaneceu firme. O tribunal manteve o status de Google como proprietário do navegador, desbaratando a proposta de separação defendida pelo DOJ. Ainda assim, o caso manteve opções de recursos e apelações em curso.
Além disso, a gigante firmou acordo com a Epic para reduzir taxas da Play Store e criar “Registered App Stores”. O acordo global prevê mudanças para lojas de apps, com aprovação judicial pendente para entrar em vigor.
Avanços regulatórios e mudanças de produto
A Justiça trabalhará para ver se há mudanças mais profundas na operação de anúncios ou no ecossistema Android. Em paralelo, o Google planeja lançar um PC OS com Android em 2026, mantendo o controle sobre a base de usuários.
No âmbito regulatório, decisões e remédios ainda dependem de novos desfechos. O caso com a Epic envolve também a possibilidade de permitir métodos de pagamento alternativos no Play Store, além da existência de lojas de apps registradas.
Questões em aberto e velocidade de implementação
A Justiça indicou preferir acordos a soluções estruturais rápidas, o que pode reduzir impactos imediatos na operação de anúncios. Em recursos e apelações, o panorama permanece incerto, com diferentes escores para eventuais mudanças.
A Epic continua exigindo mudanças graduais, enquanto Google avança com planos de hardware e IA. A empresa também passa por pressão regulatória sobre o Android e observa sinais de menor propensão a desmembramento de grandes plataformas.
Perspectivas para 2026
Analistas apontam que, apesar de avanços, a incerteza persiste. Remédios podem ser ajustados e novas audiências judiciais podem definir o ritmo de alterações. Enquanto isso, a companhia mantém investimento em IA, nuvem e processadores TPUs para ampliar competitividade.
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