- A pesquisadora Sophia Henneberg, professora assistente no MIT, trabalha com stellaradores para tornar a energia de fusão mais viável.
- Ela foca em otimização de design, buscando equilibrar a forma da cavidade plasmática e o desenho das bobinas, com o objetivo de melhorar desempenho e reduzir custos.
- Em 2024, lançou junto com Gabriel Plunk a ideia de um reator híbrido estrela-toróide, que combina forças dos dois conceitos para superar os dois modos.
- Uma linha de pesquisa atual é transformar um tokamak em un stellarator adicionando poucas bobinas dobradas que podem ser ligadas ou desligadas. Já há financiamentos para projetos desse tipo em algumas instituições.
- Há crescimento de interesse comercial e acadêmico em stellaradores, com startups e colaborações internacionais; Henneberg também forma a próxima geração de especialistas no MIT, associada ao Plasma Science and Fusion Center.
Sophia Henneberg, professora assistente no MIT, trabalha para aproximar a fusão da prática, usando stellarators. Ela integra o Departamento de Ciências e Engenharia Nuclear desde o fim de 2025, com foco em otimização de reatores.
Nascida na Alemanha, Henneberg descobriu na física a chance de unir teoria e aplicações. Durante o bacharelado, mergulhou em física de plasma e viu na fusão uma fonte de energia potencialmente ilimitada.
Desenvolvimento de stellarators ganhou destaque em sua trajetória, após estudar instabilidades em tokamaks e perceber que a configuração magnética pode oferecer maior estabilidade com o desenho certo. O plasma fica contido por bobinas superconductoras.
Stratégias de design
Na MPI, em Greifswald, ela atuou na otimização de stellarators, no contexto do maior reator deste tipo, o Wendelstein 7-X. A ideia é alinhar forma do contorno, coils e campo magnético para melhorar desempenho e custo.
Em MIT, a pesquisadora mantém foco na simplificação de processos de otimização. Ela propõe projetar contorno do plasma e coils na mesma etapa, reduzindo complexidade e aumentando eficiência.
Em 2024, Henneberg e Gabriel Plunk propuseram um reator híbrido que combina tokamak e stellarator. A ideia é reunir vantagens dos dois conceitos em um único dispositivo com desempenho superior.
Aplicações e futuro
Um dos objetivos atuais é converter um tokamak em stellarator com algumas bobinas adicionais que podem ser ligadas ou desligadas. Não há implementação de híbrido ainda, mas há financiamento para explorar essa possibilidade.
O interesse por stellarators tem crescido nos últimos anos, impulsionado por avanços de otimização e por maior participação de startups. Empresas como Type One Energy, Thea Energy, Proxima Fusion e Gauss Fusion acompanham o campo.
Henneberg afirma que o potencial destellarators tem atraído mais pesquisadores e investimentos. Ela ressalta que a formação de novas equipes acadêmicas e empresariais facilita a resolução de questões técnicas ainda em aberto.
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