- A Schroders foi vendida para a americana Nuveen por £ 9,9 bilhões (US$ 13,5 bilhões), marcando o fim de mais de duzentos anos de atuação na City de Londres.
- A gestora acumula aproximadamente US$ 1 trilhão em ativos sob gestão, mas ainda fica atrás de rivais globais e enfrenta a pressão de produtos passivos de baixo custo.
- Executivos consideraram a operação uma fusão defensiva, refletindo a perda de atratividade de Londres frente a Nova York para capital internacional.
- O CEO Richard Oldfield, que assumiu em 2024, havia afirmado que a Schroders nunca esteve à venda; a decisão, porém, ocorreu.
- A Nuveen destacou compromisso com o Reino Unido e informou a possibilidade de listar o negócio no futuro na Bolsa de Londres.
Schroders, gestora com mais de 200 anos de atuação na City de Londres, vendeu por 9,9 bilhões de libras para a americana Nuveen. A operação, anunciada após meses de negociações, envolve cerca de US$ 13,5 bilhões em ativos sob gestão da empresa britânica, que soma aproximadamente US$ 1 trilhão nessa área. O fechamento da transação marca o fim de uma era de independência para a Schroders, referência histórica na Cidade.
A compra mostra a dificuldade de competir no segmento de gestão ativa diante de produtos passivos de baixo custo. Mesmo com forte presença, a Schroders enfrentava pressão competitiva global, reforçada pela desvalorização relativa de empresas listadas no Reino Unido frente a rivais internacionais. Executivos da Schroders e da Nuveen destacaram a visão de longo prazo de ambas as casas, bem como vínculos com suas famílias fundadoras.
A negociação foi acompanhada de avaliações sobre o impacto na City de Londres, que já enfrenta mudanças estruturais desde o Brexit. A Nuveen, que tem foco em diversificação geográfica e escala, sinalizou interesse em manter a presença britânica, incluindo a possibilidade de listar o negócio resultante na Bolsa de Londres no futuro.
Contexto e significado estratégico
Empresas históricas da City, como Schroders, têm visto suchas transformações após desinvestimentos de bancos de investimento e mudanças regulatórias. Analistas apontam que a transação pode ser interpretada como fusão defensiva para ampliar escala e competir com plataformas de gestão de baixo custo.
Reações e perspectivas
Líderes do setor ressaltam que a troca de controle representa uma mudança relevante no ecossistema financeiro britânico, mas também indicam que Londres permanece como centro jurídico e financeiro, com vantagens de fuso horário e idioma. A operação é vista como um reflexo das condições de mercado e da busca por competitividade global.
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