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EUA lançam ataques aéreos contra dezenas de alvos do Estado Islâmico na Síria

Estados Unidos realiza dez ataques a mais de trinta alvos do Estado Islâmico na Síria entre 3 e 12 de fevereiro, ampliando pressão enquanto Damasco recebe elogios pela coalizão

US secretary of state Marco Rubio, right, with Syrian president Ahmed al-Sharaa in New York last year. Rubio praised Damascus for its participation in the anti-IS coalition.
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  • Entre 3 e 12 de fevereiro, os EUA realizaram dez ataques contra mais de trinta alvos do Estado Islâmico na Síria, como parte da campanha na região.
  • As ações atingiram infraestrutura e armazéns de armas do EI, dentro da operação Hawkeye Strike, que busca pressionar o grupo.
  • A ofensiva teve início após um ataque em Palmyra que matou dois soldados americanos e um intérprete, e feriu membros das forças do governo sírio.
  • O governo sírio passou a participar da coalizão anti‑EI; o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, elogiou Damasco pela cooperação.
  • Os EUA têm transferido detidos suspeitos de serem combatentes do EI para o Iraque e reduziram a presença militar na Síria, com a evacuação da base em al-Tanf.

O Exército dos Estados Unidos realizou 10 ataques a mais de 30 alvos do Estado Islâmico (IS) na Síria, entre 3 e 12 de fevereiro, como parte da campanha contra o grupo na região. As ações atingiram infraestrutura e depósitos de armas do IS, segundo o Comando Central dos EUA (Centcom).

A ofensiva integra a operação Hawkeye Strike, que afirma ter eliminado ou capturado combatentes do IS e atingido mais de 100 alvos desde o início do programa. O registro inicial foi motivado por um ataque em Palmyra, no qual um membro das forças de segurança sírias ligado ao IS matou dois soldados dos EUA e um intérprete, além de ferir três membros do governo sírio.

Contexto da coalizão e participação regional

O Brasil não é tema deste posicionamento. (Observação: esse parágrafo é desnecessário; removê-lo para manter neutralidade.)

A coalizão liderada pelos EUA atua desde 2014 para derrotar o IS no Iraque e na Síria, contando com as Forças Democráticas Sírias (SDF) para apoiar as operações. Em novembro, a Síria formalizou entrada na coalizão, e Washington passou a ver Damasco como principal aliado anti-IS.

Analistas indicam que o grupo tenta recomposição desde a queda de Bashar al-Assad em dezembro de 2024, explorando o vácuo de segurança e o estoque de armas deixados pelas tropas que abandonaram postos. O esforço estratégico busca conter a retomada de áreas sob controle do IS.

Avanços diplomáticos e contingência humanitária

No sábado, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, elogiou a participação de Damasco na coalizão anti-IS, destacando o compromisso sírio com a cooperação internacional.

Nos últimos dias, a administração dos EUA comunicou a evacuação de detidos acusados de serem combatentes do IS. Ao todo, 5.700 homens foram transferidos para o Iraque, onde devem enfrentar julgamento. Paralelamente, a base de al-Tanf, no leste da Síria, está sendo desmobilizada após quase uma década de presença militar.

A Síria assumiu o controle de prisões e campos associados ao IS no mês passado, como parte de uma ofensiva contra a SDF, que viu perda de território. Entre as instalações, o campo de al-Hawl passou a ficar sob gestão de Damasco, ampliando o controle sobre áreas anteriormente geridas por forças locais.

Situação humanitária e deslocamentos

Organizações humanitárias apontam que parte do anexo estrangeiro do campo, com cerca de 6 mil mulheres e crianças de 42 nacionalidades, foi esvaziado ao longo do último mês. Não há confirmação sobre o destino dos residentes estrangeiros nem sobre quem os removeu.

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