- O Players RS Futebol Clube (PSR), formador de Roger Ibañez, move ação contra o Fluminense cobrando a segunda parcela da venda do zagueiro à Atalanta, em 2019, que hoje soma cerca de R$ cinco milhões.
- Inicialmente, o Fluminense pagou 400 mil euros em 2019; a segunda parcela de 300 mil euros não foi quitada, gerando a dívida atual segundo o PSR.
- O processo tramita na 39ª Vara Cível do Rio de Janeiro, com o PSR cobrando correção monetária, juros e honorários.
- O Fluminense alega ausência de comprovação do preenchimento das condições de pagamento, discussão sobre a força obrigatória das cláusulas contratuais e suposto excesso no valor cobrado.
- Edmilson Silva, dono do PSR, afirmou em entrevista que a soma poderia mudar a vida de clubes formadores e que o Fluminense não pagou mesmo após acordos e negociações.
O Clube formador Players RS Futebol Clube (PSR), da terceira divisão do futebol gaúcho, cobra na Justiça o pagamento de parte da venda do zagueiro Roger Ibañez ao Atalanta, em 2019. A ação tramita na 39ª Vara Cível do Rio de Janeiro e envolve o Fluminense, que detinha 70% dos direitos econômicos do jogador na época.
Desde 2020, o PSR cobra a segunda parcela de 300 mil euros devida pela negociação, após cumprir a primeira parcela de 400 mil euros em setembro de 2019. O valor total, segundo o cálculo atual, chegou a quase R$ 5 milhões, com correções e honorários.
A venda de Ibañez ao clube italiano ocorreu em 2019 por 4 milhões de euros (cerca de R$ 17,2 milhões na época). O Fluminense, segundo o PSR, tinha obrigação de quitar a dívida restante por meio de dois pagamentos, conforme acordo firmado com o clube formador.
O acordo inicial previa que o Fluminense quitasse a segunda parcela após o recebimento da venda para a Roma, o que não ocorreu. O PSR voltou a acionar a Justiça após ver agravada a dívida com juros e encargos. Edmilson Silva, único proprietário do PSR, afirma que a falta de pagamento prejudica a continuidade de parcerias e o fortalecimento de novos atletas.
Segundo o processo, o Fluminense contesta a cobrança com base na suposta ausência de comprovação das condições para o pagamento da segunda parcela, além de questionar a força obrigatória das cláusulas contratuais e alegar eventual excesso no valor cobrado pelo PSR. O clube pediu segredo de Justiça, que foi negado pelo juiz.
A reportagem procurou o Fluminense, que não se posicionou até o momento. Caso haja novos termos no processo, a atualização será publicada.
Entre na conversa da comunidade