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22 anos da Política Nacional de Atenção à Saúde das Mulheres: avanços e serviços inovadores

Pnaism completa 22 anos com avanços como Rede Alyne, Programa Dignidade Menstrual e implante subdérmico, ampliando o cuidado integral às mulheres

Foto: Ministério da Saúde
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  • Em 2026, a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Mulheres completa 22 anos, criada pelo Ministério da Saúde em 2004.
  • Avanços recentes incluem a Rede Alyne (substituiu a Rede Cegonha), o Programa Dignidade Menstrual e a oferta do implante subdérmico contraceptivo no SUS.
  • Em 2025, foram distribuídos 500 mil implantes; para o primeiro semestre de 2026, a meta é chegar a 1,3 milhão.
  • Outros avanços: fortalecimento do pré-natal humanizado, parto seguro, ampliação de casas da gestante e centros de parto normal, além da criação do Comitê Nacional de Prevenção da Mortalidade Materna, Fetal e Infantil em 2025.
  • Também passou a haver teleatendimento para mulheres vítimas de violência, com ações como a Sala Lilás, guias técnicos e mobilização por meio do Ministério da Saúde; evento national em Brasília celebrou os 22 anos da Pnaism.

A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Mulheres (Pnaism) completa 22 anos em 2026. O marco reforça o cuidado integral pelo SUS, com participação de movimentos femininos e ONGs. O Ministério da Saúde lidera o esforço, buscando reduzir desigualdades e ampliar o acesso a serviços.

Durante décadas, a política consolidou diretrizes para a saúde da mulher, incluindo a perspectiva de gênero. O objetivo é ampliar o cuidado, ampliar a oferta de métodos contraceptivos e fortalecer a atenção à saúde sexual, reprodutiva e da menopausa.

Em 2024, foi lançada a Rede Alyne, que substituiu a Rede Cegonha, com metas de reduzir a mortalidade materna em 25% até 2027 e em 50% entre mulheres negras. Em 2025, criou-se o Comitê Nacional de Prevenção da Mortalidade Materna, Fetal e Infantil.

Avanços estruturais e acesso a serviços

A gestão da saúde da mulher tem ampliado a linha de cuidado materno-infantil, incluindo pré-natal humanizado, mais consultas de risco habitual e exames, parto seguro e incentivo ao aleitamento. Casas da gestante, centros de parto normal e Ambulatórios de Gestação de Alto Risco passaram a integrar a rede.

Foi criado o Programa Nacional de Dignidade Menstrual, que distribui absorventes gratuitamente a populações vulneráveis. As beneficiárias podem retirar itens pelo Meu SUS Digital e em UBS. Em 2025, o país distribuiu 500 mil implantes subdérmicos; para o primeiro semestre de 2026, a meta é chegar a 1,3 milhão.

Apoio às mulheres em situação de violência

O SUS passou a oferecer teleatendimento para acolher mulheres vítimas de violência. Iniciativas como a Sala Lilás, guias técnicos e o reconhecimento de novas autoridades de proteção buscam melhorar o atendimento e a proteção das mulheres. Um novo CID para feminicídio facilita a mensuração de casos e a formulação de políticas públicas.

Além disso, ações como reconstrução dentária para vítimas de violência doméstica integram o conjunto de serviços do SUS, com foco em cuidado integral e recuperação. As medidas estão alinhadas a estratégias de comunicação empática nos territórios.

Eventos e impactos da celebração

Para comemorar os 22 anos da Pnaism, o Ministério da Saúde promoveu, em Brasília, um encontro nacional com representantes de todas as regiões. O objetivo foi fortalecer a atuação, compartilhar experiências e planejar ações futuras. As atividades incluíram grupos de trabalho e plenárias.

As ações destacadas demonstram a continuidade da prioridade governamental a saúde das mulheres. O SUS permanece como instrumento de redução de desigualdades, ampliando o cuidado integral e o acesso universal. As iniciativas são apresentadas como etapas de uma agenda em evolução.

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